"Sexo com groupies repugna-me" Uma regra jornalistica diz que
entrevistar um jovem de 18 anos é aceitável como
leite em pedra (?). Mas é diferente com Bill Kaulitz. O seu
primeiro beijo ou o vicio pela fama: a estrela adolescente que
recentemente tem sido rotulada por "gay", fala melhor que muitas
das estrelas veteranas alemãs. A VANITY FAIE esteve com o
Bill pouco depois da sua cirurgia e manteve contacto por e-mail com
ele depois da cirurgia
. VF: Senhor Kaulitz, como é que te sentes depois
da cirurgua às cordas vocais?
BK: Bem, apenas me sinto como te tivessem enfiado um tubo de
metal pela garganta abaixo enquanto estavas sobe anestesia geral,
para te cortarem algo nas cordas vocais. Toda a gente sabe como
é isso. Estou contente por isto ter acabado. Mas continuou a
temer pela minha voz e sinto-me mal por ter cancelado os
concertos.
VF: Quanto tempo terás de
descansar?
BK: Não me permitem falar nos próximos 12 dias
depois da cirurgia. Depois vou ter de estar 4 semanas na
reabilitação de voz. Mal posso esperar por isso.
VK: Vamos falar do início. Diz-se que a
creatividade alimenta da memória de dor e
flagelação. Como foi contigo?
BK: Acho que o que me magoou mais foi a separação
dos meus pais. Eu tinha sete anos e eu não percebi isso.
Isso influenciou-me muito. Há uma m+usica sobre isso no
primeiro albúm. Chama-se "Gegen Meinen Willen".
VF: Sabemos que o teu padrasto Gordon Trümper
é professor de guitarra. O que é que faz o teu pai
biológico? B
K: Ele é conductor de camiões e vive em
Hanover.
VF: Quando tinhas 8 anos de idade a tua
família mudou-se de Magdeburg para Loitsche, onde apenas
vivem 700 pessoas. Como foi a experiência com esta
mudança?
BK: Senti-me muito mal porque não sou uma pessoa do
campo. Agora podem imaginar como eu e o Tom nos destacavamos. Eles
olhavam para nós como se fossemos extraterrestes que
são completamente loucos. A escola era horrivel
também. É dificil levantares-te às cinco e
meia da manhã para apanhares o autocarro para Wolmirstedt e
não estava em casa antes das quaro e meia. Como eu odeiava
isso! E sempre as mesmas pessoas na escola. Foi o pior tempo da
minha vida.
VF: Como é que os vossos professores reagiam com
os irmãos Kaulitz?
BK: O Tom e eu estivemos sempre juntos até ao 7º
ano. Depois fomos separados devido a um castigo. Foi uma bofetada
naquilo que realmente nos influenciava. Até aí
faziamos tudo juntos. Somos gémeos idênticos e muito
próximos. Claro que lutamos para nos transferissem de novo,
mas os professores diziam que não podeiram fazer isso porque
tinhamos a boca grande. Eu não era pessoa que levanta-se o
dedo e falasse normalmente. Eu gritava sempre. A minha mãe
era chamada todos os dias à escola.
VF: Como eram as tuas notas?
BK: Boas. Eu sempre tive uma média de 1,8. Isso
é que irritava mais os professores.
VF: Os professores tinhamautorização para
te magoar?
BK: Não muito. Eu não era um louco que roia
as unhas. Eu sempre fui muito auto-confiante. Eu ia para a escola
assim porque eu sabia que toda a gente ia olhar e os professores
iam falar disso (de ir com as unhas pintadas e o cabelo em
pé). Eu gostava disso. Eu queria chamar à
atebção com o meu estilo. As pessoas deveriam falar
de mim.
VF: Há pouco tempo atrás, voces terminaram
o ensino secundário via correio. Isso foi importante para
diferenciar uma omolete do Hamlet?
BK: Bem, alguém teria de dizer a diferença.
Mas o sistema da escola e pouco individual. Porque +e que eu estudo
matemática se eu sei que nunca mais precisarei disso na
minha vida? Eu comecei com a música no 8º ano. Toda a
gente ficou boquiaberta. Mas só aprendemos os CVs (?) do
coração de algumas pessoas - nenhuma
inspiração. Eu sempre tive más notas na
música a cantar porque tinhamos de cantar as músicas
de outros artistas. Era horroroso!
VF: Será que aquilo que dizem de que a música
é um bilhete de saída da melancolia da provincia
aplica-se a ti?
BK: Sim! Eu sempre pensei: Quero sair desta aldeia de
m****, onde toda a gente conhece toda a gente! O pior de tudo
é a vida diária. Eu odeio isso. É por isso que
os Tokio Hotel são a coisa certa para mim. Todos os dias
é diferente: Novas cidades, novas pessoas.
VF:Será alguém um dia tão
importante como o Tom é para ti?
BK: Não. Eu naõ poderia imaginar a minha
vida sem o Tom. Ningúem consegue descrever o quão
próximos nós somos. É algo
extraordinário. Temos muitas vezes os mesmos pensamentos e
sonhos. Acho que nem precisamos de falar um com o outro.
VF: Muitos gémeos idênticos vêem as
suas semelhanças como e fazem paisagns destruidoras.
BK: Discutimos é claro. Mas quando temos uma
discussão, é mau. Agredimo-nos e damos socos um ao
outro. Hà um ano atrás agredimo-nos um ao outro com
cadeiras num quarto de hotel. Mas não fomos por ai
além. Batemos com a porta, um de nós desapareceu e
dez minutos depois já nos estavamos a falar.
VF: Quem é o mais próximo de ti? O Bill
pintado ou o natural?
BK: Definitivamente o pintado. O Bill natural é
como uma máscara para mim. Eu também andaria assim na
rua se não fosse famoso. Pertence-me totalmente.
VF: Quem visitas na tua terra natal?
BK: A minha familia.
VF: As crianças famosas são dos artistas
mais "corrompidos" porque se destroem a eles próprios quanto
mais velhos forem. Fingirias que tinhas uma falha de vez em quando
só para que a tua imagem fosse mais interessante?
BK: É bom mostrarmos que não somos
perfeitos. Mas eu não quero fazer isso. Fazer algo para que
os teus fãs se preocupem contigo e não te deixem
é mau. O que eu odeiei mais no principio foi que as bandas
mais velhas e pessoas da editora punham rótulos para me
mostrarem como isto funciona. Isso não funciona como
conselho! Na nossa primeira vez com a editora, eles queriam dar-nos
um estilista que iria trabalhar a nossa imagem. Eu continuou a
não ter um estilista que me diz o que devo ou não
vestir. Isso iria constringir-me. Nós decidimos sobre todos
os concertos ou contractos por nós próprios porque
achamos que é muito mau não ser
auto-determinado.
VF: Quem está autorizado a dizer-vos
"não"?
BK: Ninguém. Nem o nosso manager nem a editora. Os
únicos a quem eu continuo a ouvir são os meus
melhores amigos e a minha família. Quando a minha mãe
me diz "Bill, isso é completamente louco!" eu iria pensar
sobre o assunto.
VF: Os vossos pais ainda continuam em cima de
vocês?
BK: Vou ter de dizer, a nossa mãe nunca fez isso.
Fazer os trabalhos de casa era opcional. Ela deixava-nos livres mas
sempre nos vigiava. Há uma grande confiança entre
nós. Somos como amigos. Não há nada que eu
não contaria á minha mãe. E nunca tive um
segredo de que ela nunca soubesse. Quando cheguei pela primeira vez
a casa embriagado ela disse-me para pensar sobre o que fiz, mas
não precisava de ter medo dela.
VF: A tua mãe diz para não ligares ao teu
cabelo nem que seja só no Natal?
BK: Não. Ela não se importa. Eu pintei o meu
cabelo pela primeira vez aos 9 anos. Ele já esteve entre
verde, azul, branco e preto. Eu fiz o meu piercing na sobreancelha
aos 13 anos.
Cerca de 200 adolescentes femininos caem de extase nos
vossos concerros, elas seguram cartazes com slogans "Fuck Me
Through The Monsoon". Como se sentem quando esses milhões de
raparigas projectam em vocês as suas fantasias sexuais?
BK: Para ser sincero, não penso muito nisso.
às vezes olhamos uns para os outros e temos de rir porque
não conseguimos imaginar que alguém tenha os nossos
posters nas suas paredes. Mas eu sempre achei fixe poder estar
pendurado nas paredes de alguém. No passado, eu sentava-.me
no meu quarto a pensar no que o meu idolo Nena estaria a fazer,
onde estaria e no que estaria a pensar. Agora até posso
acreditar que as pessoas se sentem nos seus quartos e pensem em
mim. Para mim, eu sou tão normal, somos tão pouco
especias para cada um. Somos para nós mesmos.
VF: Quantas vezes pensas em ti na terceira pessoa?
BK: Às vezes. Mas acidentalmente. Quando não
estou motivado para fazer alguma coisa, penso: Bill deverias fazer
isso de qualquer maneira, porque é bom para a
banda.
VF: A vossa aparência calma em público
aparentam ser "arrogantes" para algumas pessoas. Há
aí alguma diferença entre o personagem Bill e o Bill
real?
BK: Guardamos algumas coisas para nós mesmos. Mas
aparte disso, não há grandes diferenças. Nos
últimos três anos temos andado a correr sem parar.
Não há uma paragem quando chegas a algum lado e tens
algum tempo privado. Mesmo em tour há camaras atrás
de ti o dia inteiro, 24 horas por dia. (...)
VF: Aqueles quie invejamos raramente se sentem
invejáveis. O que é mais irritante em ser o
Bill?
BK: O meu maior problema é confiar. Eu dificil
acredital em alguém e deixar-me levar. Nos últimos
anos eu não fiz muitos amigos novos e nunca me apaixonei.
Quando conheço alguém sou muito cuidadoso e
céptico e penso: O que está por detrás disto?
Infelizmente quando alguém conhece alguém torna-se
estranho ou vão contar tudo a imprensa. Se eu não
fosse famoso, eu talvez me apaixona-se por alguém que
já conheço à muito tempo.
VF: Quem te traiu mais?
BK: Eu não me deixei levar a um ponto em que
alguém pudesse fazer isso. Eu visto um escudo. Sair e
conhecer alguém sem contar a ninguém antecipadamente
é a maior coisa que tens de esquecer. A minha vida é
a vida que eu sempre quis.
VF: No problema da confiança é que muitas
vezes razão para as estrelas sairem com outras
estrelas?
BK: Sim. A Angelina Jolie não se tem de preocupar
se o Brad Pitt está com ela apenas para ficar famoso. Uma
celebridade prefere arranjar alguém que tenha a mesma vida
que ela. As minhas namoradas nunca entenderam porque é que
eu ia para a sala de ensaios depois da escola e porque preferia
actuar em bares no fim-de-semana em vez de ficar com frente
à TV com elas. Claro que é muito mais dificil hoje em
dia. Quem quer viver a esta vida contigo? E claro que a pessoa
terá de entender que não podes sair durante toda a
vida.
VF: Quando foi a última vez que estiveste
apaixonado?
BK: Há três anos e meio atrás. Ainda
não encontrei o meu grande amor. Acho que nem toda a gente o
encontra. E se encontrar, é só um. Na minha
situação, vou precisar de muita sorte para o
encontrar.
VF: Com 18 anos, não preferes curtir com
alguém de alguma forma?
BK: Não sei. Precisamente por causa desta vida eu
prefiro encontrar o meu grande amor em vez de curtir. Eu quero
partilhar o pouco tempo livre com alguém em que eu sei:
Está é a tal!
VF: Já disseste "Amo-te" a uma rapariga?
BK: Sim. Mas eu não deveria. Eu deveria ter dito
"Gosto de ti". A mais velha que eu tive, a mais séria, eu
precebi essas diferenças. O Tom provavelmente diz "Amo-te" a
uma rapariga para a levar para a cama.
VF: Vocês competem pelas raprigas?
BK: Gostamos do mesmo tipo de raparigas. E as nossas
namoradas eram sempre amigas mutuas. E isso era bom porque elas
saiam juntas connosco. O nosso primeiro beijo aconteceu com a mesma
rapariga. O Tom foi o primeiro. No dia seguinte, ela beijou-me a
mim. No fim acabamos com ela. Ó meu deus, pensamos que era
horrivel - o beijo foi horrivel.
VF: Que idade tinhas?
BK: Onze. Ela tinha mais três anos e era mais
experiente.
VF: Quando é que o tom teve sexo pela
primeira vez?
BK: Aos 14 anos, se me lembro.
VF: É dito que o Tom anda com mulheres como se
não houvesse o amanhã.
BK: Eu deixo-o fazer o que quer. Ele tem a coragem de
estar com qual quer pessoa todas as noites.Eu não tenho
vontade disso. Mas somos sempre diferentes quando isso
vem.
VF: O teu colega Robbie Williams uma vez disse-nos que
havia duas crianças de groupies na Alemanha. Uma
criança quer tirar uma foto durante o sexo para ter a prova
para mostrar aos seus amigos. O outro miudo diria "Robbie, tens
certeza aque os teus sentimentos são reais por mim? durante
o sexo.
BK: O Tom também me dise isso. Desde que estamos em
Tour, eu não levei ninguem para a cama. Isso é
nojento para mim, de ter alguem que nem sequer conheço na
minha cama todas as noites. Eu ainda não chegeui a esse
ponto. Eu não teria a confiança necessária
para levar uma rapariga para o meu quarto por uma noite. A
única coisa privada que tu tens durante a Tour, é o
teu quarto de hotel. E deixar alguem dormir lá por uma noite
- não, eu seria realmente céptico.
VF: Tu jás tivestes sexo?
BK: Eu quero que isso fique o meu segredo.
VF: Surpreende-te que as pessoas pensem que és
gay?
BK: Não de todo. Muitas pessoas tem esse
cliché: maquilhagem + cabelo = gay. Eu queria acertar essa
declaração mas agora não é o caso.
Todas as pessoas fazem aquilo que querem. Uma coisa não tem
que ser necessáriamente de ser a outra.
VF: O que farias se fosses uma mulher por um dia?
BK: Eu definitivamente não iria envolver-me com o
meu irmão.
VF: Mas?
BK: Oh meu deus, o que faria eu? Provavelmente o que
faço agora.
VF: O que gostarias de proibir as raparigas?
BK: Não serem ciumentas, porque o ciume é
muito importante. Quando estou apaixonado eu imediatamente reclamo
com tudo e não abandono-a mais. Eu ficaria maluco se a minha
namorada me dissesse: "Bill, eu não quero saber de todas
essas raparigas histéricas. Eu confio totalmente em
ti."
VF: Alguma vez fostes enganado?
BK: Não. Eu também nunca enganei
ninguém. Fieldade é uma das coisas mais importantes
para mim.
VF: Como chateaste as tuas namoradas?
BK: Eu falo muito alto. O dia inteiro. E sempre com
mãos e pés. E eu não deixo ninguem falar. Toda
a gente é chateada por isso.
VF: O que é mais dificil: amar outra pessoa ou
amar-te a ti próprio.?
BK: Amar-te a ti próprio. é realmente
dificil de aguentares com tudo o que tu és. Há
incrivelmente muitos momentos em que estou inseguro e gostaria de
cavar um buraco para me enfiar, puxar um cobertor por cima de mim e
deixar-me filar lá por um ano. Ás vezes estou
contente por estarmos nesta pressão e termos um concerto
atras do outro, deste modo não tens tempo para pensar
demasiado. Não tens simplesmente tempo para a
solidão.
VF: Podes ainda sobreviver sem uma Celeb-Sitter?
BK: Eu não consigo ir a uma padaria. Por isso
é claro que alguma pessoa tem que fazer isso. Mas o meu
problema é que sou incrivelmente perfeccionista. Eu
não deixo outras pessoas fazerem isso. É anormal - e
está cada vez pior. Todas as coisas tem que ser feitas por
detalhes, porque preciso de saber exactamente o que está
para vir. Se não eu fico doido. Isso stressa o Tom
ompletamente. Embora eu pague a muitas pessoas para aliviar-nos de
algumas coisas. Mas nos criamos isto, por isso é dificil
para nos quando outras pessoas "deitam a mão" nos Tokio
Hotel.
VF: Também controlas as tuas
finanças?
BK: Sim, eu faço isso desde que tenho 13. eu tenho
acesso a tudo e controlo isto como controlo a minha carreira.
VF: Sabes quantos milhões tens?
(Uma mulher com um placar da editora grita do fundo:
"Não há conversas sobre dinheiro!")
VF: Quando vais comprar a vila dos teus pais?
BK: Logo que eu me possa dar ao luxo disso. Eu
definitivamente quero viver com os meus pais. Nós somos
tão chegados, eu não pensaria nisso como sendo um
esforço. Não há limites onde eu poderia dizer:
"O meu deus, agora vão-se embora."
VF: Vamos assumir que és raptado. O que seria uma
quantidade rasoável de um resgate?
BK: Tanto como todos os meus amigos podem ficar juntos.
Claro que eles deveriam de reaver o dinheiro no fim.
VF: O que pensas sobre a queda da Britney Spears?
BK: Eu percebo como uma coisa dessas pode acontecer,
porque nos temos a mesma vida. Outras pessoas provavelmente pensam:
"Ela tem dinheiro, ela alcança tudo, porque ela não
relaxa?" Eu não posso imaginar-me sendo um artista solo e
estar sozinho na estrada todo o tempo. Eu não confio em mim
mesmo para carregar essa enorme pressão sozinho.
VF: Madonna em 1991 disse: "Eu só estarei feliz
quando for tão famosa como Deus". És tu
congenial?
BK: Claro que é uma declaração
engraçada. Mas eu não consigo realmente perceber
isso, pois não há fim. tu não dizes
simplesmente: "Bem, agora sou famoso na Alemanha e isso basta". Tu
aspiras ser toda a gente , quando mais famoso possivel. Mesmo que
eu fosse imensamente rico e teria uma própria ilha, eu
continuaria com a minha carreira. é certo: Fama é uma
droga. A desintoxicação seria um golpe, eu quase
não seria capaz de lidar com isso.
VF: Se as drogas não fossem ilegais: o que
gostarias de exprimentar?
BK: Alguma coisa que me relaxasse e que não me leva
a precisar de controlar tudo.
VF: És uma estrela nos teus sonhos?
BK: Um dia tive um pesadelo: Eu deitado na cama, num
quarto feito de video e tudo à minha volta era só
fotografos, que tiravam toneladas de fotos minhas. Eu disse para a
nossa equipe: "Merda, merda, podem os tirar daqui?" Mas um deles
disse: "Não, eu não posso fazer isso. Tens um
compromisso e adormecestes." Mas eu nunca faltei a um compromisso.
Eu tenho sempre 3 derpertadores, por isso eu não
adormeço. E eu nunca sou impontual.
VF: Porque é que ninguem ainda te viu a
dançar?
BK: Eu nunca danço. Eu simplesmente sento-me num
canto - as menos que esteja bebado. Eu faço isso depois. Eu
penso que dançar é uma coisa de mulheres. Mesmo que
isso possa parecer atrasado: Somente as raparigas têm que
dançar por todo o lado.
VF: Ás vezes pensas sobr eo teu próprio
funeral?
BK: Eu tenho que dizer sim. Os meus amigos, que têm
a mesma idade que eu, também pensam sobre isso. Tu imaginas
quem poderia estar lá e quem poderia realmente chorar por
ti.
VF: Qual música deveria ser tocada no teu
enterro?
BK: "Magic Dance" do David Bowie do filme "Labirinto".
É uma canção muito divertida e o "Labirinto"
é um filme sobre a minha infancia e eu adoro ainda cada
pedaço dele.
VF: O que irás vestir no teu caixão?
BK: Eu vistaria-me todo de preto e com um casaco de
cabedal. O meu último desejo seria que o meu cabelo
estivesse arranjado. Eu espero que tenha ainda cabelo. Se
não, alguem devia de me colocar uma peruca.